O velório será realizado a partir das 13 horas deste domingo, dia 1º, no Complexo Oktober, em Itapiranga. O sepultamento está previsto para as 18 horas. Chumbinho faleceu em um acidente de moto na tarde deste sábado, dia 31, entre Campo Erê e São Lourenço do Oeste. Ele tinha 58 anos. A morte gera enorme comoção nas redes sociais, com grandes nomes do esporte prestando homenagens ao ex-piloto.
Natural de Ervalzinho, no interior de São João do Oeste, que na época pertencia a Itapiranga, Chumbinho construiu uma história que ultrapassou fronteiras. Foram 35 anos de carreira, com títulos estaduais, nacionais e internacionais em diversas categorias do motocross.
O interesse pelo esporte começou de forma simples e curiosa. Ele trabalhava como frentista em um posto de combustíveis quando viu amigos saltando pequenos morros nos fundos do local. Ali nasceu a paixão pelas motos. O apelido “Chumbinho” também surgiu nessa época. Como passava o dia trabalhando sentado quando não estava abastecendo, os colegas brincavam dizendo que ele era “de chumbo” por ficar tanto tempo parado. A brincadeira virou marca registrada de um multicampeão.
Em 1984, aos 16 anos, disputou a primeira corrida. No ano seguinte, participou do primeiro campeonato regional, terminando em segundo lugar geral. Em 1986, foi campeão regional. Em 1987, campeão estadual. Ao disputar o primeiro campeonato brasileiro, conquistou o vice-campeonato em 1989. O primeiro título nacional veio em 1992, em Campo Grande. A partir dali, iniciou uma sequência de conquistas que o colocou entre os maiores nomes do motociclismo brasileiro.
O desempenho extraordinário rendeu reconhecimento nacional. Em 1997, foi homenageado pelo Comitê Olímpico Brasileiro como melhor atleta do ano no motociclismo.
Nos anos seguintes, empilhou troféus com atuações marcantes nas pistas. Em 2014, conquistou o título mundial de veteranos nos Estados Unidos. A aposentadoria veio em 2018, após uma carreira com 27 títulos nacionais e mais de 70 vitórias em competições. Depois de encerrar a trajetória como piloto, recebeu homenagens na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, na Câmara de Vereadores de Joinville e na Câmara de Vereadores de Itapiranga. Como símbolo de inspiração, diversas pistas de competição no Sul do país levam seu nome.
A carreira de Chumbinho também ficou marcada pela rivalidade saudável com o irmão, Elton Becker. Nas redes sociais, ele escreveu: “A gente disputava, mas também se ajudava, coisa de irmãos”.
A Confederação Brasileira de Motociclismo divulgou nota de pesar e definiu Chumbinho como um dos maiores ícones do esporte sobre duas rodas no Brasil. A Prefeitura de Itapiranga também se manifestou, destacando a trajetória de superação, talento e paixão, e classificando a perda como irreparável e motivo de luto para todo o município.
A morte de Chumbinho causa grande repercussão nas redes sociais e deixa uma lacuna imensa no motocross brasileiro. Seu nome permanece vivo na história do esporte e na memória de todos que acompanharam sua trajetória.

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